Image Alt

Aviação em números

Viagens aéreas garantem o intercâmbio cultural e negócios dentro e fora do país

AVIAÇÃO NO MUNDO

Diariamente milhares de pessoas cruzam os céus a passeio ou a trabalho. São viagens dentro do país ou para o exterior que garantem o intercâmbio de conhecimentos, cultura, dinheiro e movimentam diversos setores. São números impressionantes, confira aqui:

70,4 milhões de empregos, 11 milhões trabalham diretamente no setor, 4 vezes mais produtivos do que os outros empregos na economia e 3,1 trilhões em atividades econômicas - 3,6% do PIB global

Ao abrir mercados e permitir a transferência de conhecimento e outros efeitos catalíticos, a aviação também torna os empregos em outros setores mais produtivos. Globalmente, cada emprego na aviação gera US$ 108.700 em valor bruto adicionado.

Outros números do setor:

1.303 companhias aéreas operam 31.717 aeronaves em 45.091 rotas entre 3.759 aeroportos no espaço aéreo gerenciado por 170 prestadores de serviços de navegação aérea.

Empregos diretos no mundo

525.000 operadores de aeroportos

(operações, planejamento, engenharia)

5,6 milhões em outras atividades no aeroporto

(lojas de varejo, aluguel de carros, agências governamentais como alfândega e imigração, profissionais de transporte de carga, fornecedores refeições)

2,7 milhões em companhias aéreas

(tripulações de voo e cabine, executivos, serviços em terra, check-in, treinamento pessoal de manutenção)

1,2 milhões na Indústria Aeroespacial

(engenheiros e projetistas de aeronaves, motores e componentes)

233.000 prestadores de serviços de navegação aérea

(controladores de tráfego aéreo, executivos)

Fonte: Benefits Beyond Borders/ ATAG

AVIAÇÃO NO BRASIL

A aviação é um facilitador muito importante do desenvolvimento econômico e social para o Brasil. A conectividade aérea estimula o turismo, facilita o comércio, promove a troca de conhecimentos e idéias e também aproxima famílias e amigos.

O Brasil apresenta grande potencial para o mercado de transporte aéreo e não seria para menos, afinal, o país, com dimensões continentais, ocupa praticamente 50% do território da América do Sul e conta com alguns dos melhores aeroportos do mundo. Só com avião é possível percorrer grandes distâncias em curto espaço de tempo, reunir pessoas e realizar grandes negócios. Veja como:

  • O Brasil tem 99 aeroportos em operação
O Brasil tem 99 aeroportos em operação - 18 internacionais, 81 domésticos e 117 milhões de passageiros pagos foram transportados em voos domésticos e internacioanais em 2018
  • Um crescimento de 4,6% em relação ao ano imediatamente anterior. Os dados fazem parte Relatório Demanda e Oferta do Transporte Aéreo elaborado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Fonte: ANAC 

  • O valor representa 1,1% da riqueza do Brasil.
  • O volume representa aumento de 8,9% na comparação com 2016. As empresas brasileiras foram responsáveis pela movimentação de 426,6 mil toneladas transportadas no país em 2017 (13.1% a mais do que em 2016). Fonte: ANAC
  • O dinheiro gasto no país ajuda a manter mais 300 mil empregos e contribui com US$ 6,5 bilhões para a economia brasileira.
Número de passageiros viajando anualmente pelos cinco aeroportos mais movimentados do país. 41,1 milhões no GRU, 21,6 mi no BSB, 17,5 mi no CGH, 14,7mi no GIG e 10,2 mi no CNF
Aviação e Turismo
  • Dados do Ministério do Turismo mostram também que o Brasil bateu recorde de entrada de turistas estrangeiros. Em 2018, chegaram por avião 65,4% das 6.621.376 de pessoas que entraram no país, 32 mil visitantes a mais do que no ano anterior.
  • O estudo da Demanda Turística Internacional, realizado pelo Ministério do Turismo, indica que houve uma mudança no perfil de quem vem ao país. Em 2014, cerca de 54% dos visitantes internacionais buscavam lazer; em 2018, este número é de 58,8% – visitas a amigos e parentes foram 24,1% das razões de viagens, enquanto negócios, eventos e convenções corresponderam a 13,5%.
  • Os principais destinos visitados foram Rio de Janeiro, São Paulo, Foz do Iguaçu, Florianópolis e Salvador.
  • O estudo ainda mostra que, em 2018, 31.4% dos turistas estavam vindo ao Brasil pela primeira vez e 95,4% tem intenção de voltar ao país.

VALOR DO TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

Se o Brasil puder resolver alguns dos desafios a ser enfrentados e que atualmente limitam a competitividade do país, as recompensas podem ser significativas.

Com uma demanda duas vezes maior nos próximos 20 anos, a contribuição econômica da aviação para a economia brasileira pode aumentar e atingir US$ 88 bilhões por ano, suportando mais de 3,2 milhões de empregos.

Dentre estes desafios, destacam-se:

• Alto custo dos negócios, principalmente devido à fórmula de precificação do combustível, e a alta carga tributária, além dos custos para atender aos requisitos regulatórios, que aumentam o custo das viagens e tornam os voos menos acessíveis aos consumidores sensíveis à evolução do preço e aos passageiros que pretendem fazer sua primeira viagem;

• Uso ineficiente da infraestrutura, em particular do espaço aéreo, criando obstáculos aos viajantes e custo adicional para as companhias aéreas;

• Falta de harmonização regulatória com as melhores práticas globais, o que se agrava com a prevalência de instrumentos legais para a resolução de disputas, criando confusão para os consumidores e companhias aéreas e um significativo aumento de custos.

Para que esses benefícios sejam bem aproveitados e duradouros, é fundamental ampliar a conectividade aérea, de forma a explorar o potencial do Brasil para fornecer benefícios econômicos e sociais. Quanto mais um país estiver conectado por via aérea, mais seus cidadãos poderão aproveitar as oportunidades que o transporte aéreo oferece.

A figura abaixo mostra como a conectividade do Brasil diminuiu nos últimos cinco anos, principalmente para viagens domésticas e na região.

A conectividade com a América do Norte também caiu no mesmo período.

• Embora a conectividade com a África e o Oriente Médio tenha crescido significativamente, esses mercados são muito pequenos em termos relativos.
• Ao contrário da conectividade estagnada do Brasil, vários países vizinhos apresentaram crescimento rápido, como o México (70%), o Chile (68%), o Panamá (58%) e o Peru (51%).

No Brasil, além da extensa rede doméstica, a maioria dos serviços diretos está dentro da América Latina ou conecta o Brasil com a América do Norte e a Europa. Existe espaço para diversificar a rede de conexões internacionais do Brasil devido:

• Ao grande potencial do mercado doméstico;
• À propensão relativamente baixa de voo da população brasileira;
• À oportunidade de atuar como um hub regional, agregando a demanda de toda a região.

Conectividade direta do Brasil

• O nível de conectividade depende, até certo ponto, do tamanho da economia do país e do número e porte das empresas atendidas pelo setor de transporte aéreo. Naturalmente, economias maiores estão conectadas a mais destinos e fornecem mais assentos disponíveis, mas quantidade não necessariamente significa qualidade.
• Portanto, uma outra medida fundamental a ser analisada é o nível de conectividade em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), considerando a produtividade e o crescimento econômico. Usando essa definição, o Brasil fica atrás de vários países da região, incluindo hubs regionais concorrentes, como Panamá, Colômbia e Peru.

Conectividade aérea ajustada pelo PIB (países selecionados)

A demanda por voos que chegam e saem do Brasil, além de deslocamentos dentro do próprio país, deve dobrar nos próximos 20 anos. Mas, para que isso aconteça, é necessária uma política regulatória de apoio ao setor e um ambiente operacional que facilite as viagens, permitindo que as companhias aéreas ofereçam cada vez mais opções e valor aos consumidores e empresas brasileiras.

Exemplos de políticas favoráveis que eliminariam os problemas mencionados e permitiriam que o Brasil atingisse seu pleno potencial de crescimento incluem:

• Facilitar a movimentação de passageiros e cargas que chegam e saem do Brasil;
• Harmonização regulatória com as melhores práticas globais, em particular com a proteção da liberdade comercial das companhias aéreas para oferecer opções e valor aos consumidores;
• Melhorias na eficiência operacional para aproveitar melhor a infraestrutura atual e reduzir congestionamentos e atrasos.

Os possiveis resultados de crescimento do setor podem ser observados no quadro abaixo, onde é projetado o impacto econômico ao se enfrentar os desafios de competitividade para criar um ambiente operacional e regulatório favorável:

Também é possivel observar duas outras possibilidades de resultados em cenários que refletem a adoção de políticas regulatórias mais restritivas ou a simples manutenção do quadro atual.

Números do transporte aéreo com políticas favoráveis